sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Enquanto os olhos piscam



Dormi ontem era janeiro
Acordei hoje, já é novembro
O tempo tá passando cada vez mais rápido
E esse ano eu não fiz nada
Foi o ano mais sabático da minha vida, talvez.
Tô cansada, o nada cansa também, sabia?
Sinto informar, mas o mundo não acaba esse ano
É só o tempo que vai devorar os dias, com mais velocidade
Torcendo pra que o próximo ano seja melhor
Sim, já estou pensando em 2013
Por que pra mim, 2012 acabou em outubro
Quando você entra no mercado e já tem panetone
É porque o ano acabou, o resto é só prorrogação.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Homem de Ferro 3




Hoje saiu o primeiro trailer de Homem de Ferro 3. Trailer esse, que eu não devia ter assistido porque só fez aumentar a minha ansiedade, e por mim abril de 2013. Pode ser? Tranquilo?
Mas já que não dá pra acelerar mais o tempo, por que vamos combinar, tá passando rápido pacas. Vou tentar falar porque gosto tanto desse filme e desse super-herói, falando dos atores principais. Ok?

O Robert Downey Jr é um cara que é lindo desde sempre, basta ver qualquer filme que ele tenha feito sei lá, há uns 20 anos atrás. Mas resumindo: ele fez sucesso ainda na adolescência, ficou rico pra caramba e acabou fazendo um monte de merda na vida. Tem um monte de filmes no currículo, a maioria é sensacional. Mas tem sempre um muito ruim que você assiste e se pergunta: cê jura?
Daí, que quando ele tava na ‘rehab’ ele ficou longe do cinema, claro. E quando ele voltou ao trabalho fez uns filmes muito ‘cê jura?’. Mas, veio o Homem de Ferro e o Downey voltou a ser o lindo de antes que todo mundo queria namorar. Me liga, Robert.

Eu sinceramente, não sei se o Robert Downey Jr interpreta o Tony Stark, ou se é o Tony Stark que sempre esteve dentro do Robert Downey Jr (em pensar que Tom Cruise quis ser Tony Stark. Cê jura né, Tom? Beijos). A verdade, é que é evidente que o Robert Downey Jr sempre empresta um pouco dele para cada personagem que ele já interpretou. Certo, Sherlock?
Eu amo Homem de Ferro, sou viciada mesmo. Porque vai na contramão de todos os outros filmes de super-herói. Tony Stark não é bobão, ingênuo, bonzinho e inocente, nem é apaixonado pelo amor de da adolescência, tem uma paixão platônica desde sempre, ou sei lá o quê. Pelo contrário, é irônico, alcoólatra, sacana, um puto, deu mole ele ta pegando, enfim, ao meu ver, Tony Stark é um anti-herói que se transforma no melhor super-herói que eu já vi.


A Gwyneth Paltrow é super fofa, eu a vejo em cena e tenho vontade de dar um abraço, embora nem sempre tenha sido assim. Mas sempre vi um filme ou outro com ela. E, depois de vê-la no papel de Pepper Potts e revisitar toda a filmografia dela que tem uns filmes bons, e outros ‘cê jura?’, passei a adorar a GP.
A pessoa atua e canta. Tem como não amar? Assisti ‘Country Strong’, que hoje é um dos meus filmes favoritos pra sempre, por que eu AMO MUSICAIS, e meu amor por ela só aumentou.
Dos personagens da Gwyneth a Pepper é a minha favorita, porque ela tem aquela cara de paisagem, mas dá umas tiradas sensacionais, que às vezes eu acho que só eu percebo. E mesmo que ela não tenha um espaço muito grande nos filmes, é evidente a evolução de personalidade da personagem. Aliás, em Os Vingadores, a Pepper consegue ser indispensável mesmo estando em cena por 5 minutos.

Agora, Robert Downey Jr e Gwyneth Paltrow em cena têm química. Os olhares a tensão entre os personagens interpretados por eles é demais. Eu não sei como nunca disseram por aí que eles têm um caso na vida real. Se já disseram eu não devo ter lido, mas olha, eu super acreditaria. É uma delícia acompanhar a evolução do romance entre Tony e Pepper desde o primeiro Homem de Ferro, onde nem beijo rola, até Os Vingadores onde eles já são um casal fofíssimo.

E enfim, chega o terceiro filme do Homem de Ferro, onde eu imaginava que teria um monte de ‘Tony/Pepper Love Scene’, mas surge o trailer mostrando que estou totalmente enganada. Aparece um vilão que seqüestra e aparentemente tortura a Pepper. Tony salva ela, pfvr? E ainda por cima destrói a mansão de Malibu. Sei não, mas acho que esse próximo vilão será O VILÃO.

Só sei que esse trailer deixou todos os fãs do filme cheios de ‘E SE...?’
E se o Tony morrer? E es a Pepper acha que o Tony morreu e casa com o Happy? E se a Pepper morrer? E se?
Certeza que o Tony não morre, por motivos óbvios. Só sei que se a Pepper casar com o Happy eu desisto da vida ~drama~


Que venha logo abril para que todos os “E SE?” acabem. Falta muito? 


Observação: Eu não leio hq, nunca li hq, e não tenho a menor vontade de ler hq. Beijos

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Uma pitada de maldade


Quem já leu isso aqui, sabe que eu sou uma pessoa extremamente viciada em cinema e séries de tv, e como tal, sempre acabo me identificando com um personagem ou outro. Tenho uma extensa lista de personagens, atrizes, atores, filmes, novelas e série favoritas. Mas tem tem sempre um personagem que faz a trama ficar um pouco mais atrativa, e na minha humilde opinião, na maior parte das vezes essa pessoa é o vilão ou a vilã da história, sério, um bom vilão é 75% do sucesso da trama. 
Se você perguntar  para alguém quem foi o seu mocinho de novela favorito, a pessoa com certeza não saberá responder. Mas se você perguntar qual foi o vilão favorito, certeza terá uma resposta. São tantos(as):  Nazaré, Raquel, Flora, Laura 'Cachorra', Bia Falcão, Léo, Carminha, Marcos, Olavo, Coringa, todas as madrastas dos Contos de Fada ...
Mas não é só de maldade que vivem os vilões, eles são humanos, sempre há uma ironia, um lado cômico no personagem, nem todo vilão é 100% mau, sempre há um ponto fraco a ser estudado, mesmo o vilão tem a sua kriptonita, eles podem ter coração, e é aí que aparece a brecha para que o telespectador passe a também torcer pelo vilão da trama. Por exemplo, a vilã das vez: Carminha (Adriana Esteves), já no primeiro capítulo apareceu fazendo maldade com a enteada, largou a menina abandonada no lixão onde ela mesmo cresceu,  capítulos depois viemos descobrir que Carminha teve que abandonar seu filho no mesmo lixão, filho esse que hoje ela idolatra, o filho é seu ponto fraco, é ele que tem a função de humanizar a personagem.
Na busca por justiça mocinhas se tronam vilãs, foi o caso da Norma, interpretada por Gloria Pires, em Insensato Coração, a mocinha cai no golpe do bandido da história, passa uma temporada atrás das grades e sai da prisão com sede de vingança, e nessa acabou sobrando pra quem não tinha nada a ver com a história.
Há os mocinhos que tem tudo para ser vilões, que tem as suas vidas destruídas, perdem pais, amores, família,  e nem por isso mudam para o lado negro da força. Tem aquele mocinho viciado em bebida, que possui o sarcasmo e a sensualidade que cairia bem em qualquer vilão, mas é da turma do bem, estou falando de Tony Stark, claro.
Por causa de uma vilã, me peguei apaixonada por uma atriz que nunca havia ouvido falar, Lana Parrilla é Regina Mills/Evil Queen, na série americana Once Upon a Time, ela tem tudo o que uma vilã precisa, beleza, sensualidade, um pouco de humor e uma voz que arrepia. Porém, comecei a assistir a série por causa da Jennifer Morrison (a dr. Cameron de House), não que eu gostasse da Jennifer ou de seu personagem em House, mas queria ver se ela seria tão sem sal em uma outra série com era  na série médica, e acabei me encantando pela história e pelos personagens e pela Emma Swan(personagem da Jennifer), em OUAT você torce pelos personagens do bem,  mas tem aquela quedinha pelos malvados também. Aliás, desde o início de Once Upon, a imagem das mocinhas já está sendo mudada, vide a Branca de Neve, que deixou de ser aquela tola que se apaixona, se frustra, come uma maçã envenenada e espera a boa vontade do príncipe vir acordá-la, acho até que na trama as personagens femininas têm mais sangue nas veias que os masculinos. Enfim os autores estão percebendo que as mocinhas apáticas são insuportáveis e entediantes.

Vou deixar claro que gosto de muitos mocinhos e mocinhas, o que seria das comédias românticas sem eles? Mas eu sempre sonho em ver meus artistas favoritos interpretando vilões, ou mocinhos ambíguos. Acho que todo mocinho(a) tem ou pelo menos deveria ter uma pitada de maldade, é um tempero na personalidade de qualquer um. Chego a desconfiar de quem é sempre do bem, sorri sempre, nunca fica de mau humor, e não fica puto com nada, não imagino alguém dando uma topada na quina da cama e rindo, ou alguém que nunca tenha querido dar uns tabefes bem dados em alguém, ou que vez ou outra tenha criticado alguém durante sua ausência, não é falta de caráter é ser humano. 
Não estou aqui pra ficar defendendo os vilões, não é isso, só queria ressaltar o quanto os vilões e anti-heróis são importantes para uma boa trama, e não é todo mundo que fica bem no papal de vilão e nem de mocinho, mas eu tiro meu chapéu para os atores a atrizes que até hoje conseguiram sair-se bem nos dois lados.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Um dia




"— Então, qual é a sua conclusão, Dex?
— Sobre o quê, Em?
— Sobre eu e você. Você acha que é amor? — deu uma risada grave, os lábios bem apertados.
— Vê se dorme, tá?
— Então pare de olhar para o meu nariz. — Abriu os olhos, azul-esverdeados, brilhantes e astutos. — Que dia é amanhã? —
resmungou.
— Você quer dizer hoje?
— Hoje. Esse dia novo e radiante que nos espera.
— É uma sexta. Sexta o dia inteiro. Aliás, é o Dia de São Swithin.*
— E o que isso quer dizer?
— É uma tradição. Se chover hoje, vai chover pelos próximos quarenta dias, ou durante todo o verão, algo assim.
Emma franziu o cenho.
— Isso não faz sentido.
— Nem é para fazer. É uma superstição.
— Vai chover onde? Sempre está chovendo em algum lugar.
— No túmulo de São Swithin. Ele está enterrado perto da catedral de Winchester.
— Como você sabe tudo isso?
— Eu estudei lá.
— Uau — ela falou baixinho no travesseiro.
— “Se chover no Dia de São Swithin / Por quarenta dias permanecerá assim.”
— Que belo poema.
— Bom, eu só estava parafraseando.
Ela riu mais uma vez, depois ergueu a cabeça, sonolenta.
— Escuta, Dex?
— Em?
— E se não chover hoje?
— Hu-hum.
— O que você vai fazer mais tarde?
“Diga que vai estar ocupado.”
— Nada especial — respondeu.
— Então vamos fazer alguma coisa? Quer dizer, nós dois?
“Espere ela dormir e saia de fininho.”
— Sim. Tudo bem — concordou. — Vamos fazer alguma coisa.
Emma deixou a cabeça cair no travesseiro outra vez.
— Um dia novinho em folha — murmurou.
— É, um dia novinho em folha."


David Nicholls, Um dia




Há um tempão eu não lia, mas nessa de (re)ver filmes de atrizes/atoes que eu gosto, acabei descobrindo 'Um dia', e eu nem sabia que o filme era inspirado num livro. Assisti ao filme, que é estrelado pela lindíssima Anne Hathaway e por Jim Sturgess, e pensei, um dia eu leio o livro, um dia. Acabou que o tempo passou e, depois de meses, lembrei do livro.
Comecei a ler. E quem disse que eu consegui largar ele? A história é uma delícia, melhor do que o filme, pela riqueza de detalhes, claro, porque se fosse para detalhar um livro todo num filme levaria pra lá de hora.

'Um dia' conta a história de Emma Morley e Dexter Mayhew ou só Em e Dex, que por anos estudaram juntos, mas realmente só se conhecem de verdade no dia da formatura. A história dos dois passa a se desenrolar ou ficar cada vez mais enrolada, depende da perspectiva de quem lê, no dia seguinte à formatura, 15 de julho de 1988. Por isso cada novo capítulo retrata o dia 15 de julho dos anos seguintes.

Dex é daqueles carinhas que parece vir ao mundo à passeio, que aparece na vida da gente só pra confundir, bagunçar e depois vai embora. Já Emma, é romântica, sonhadora, mas realista, engajada e ao mesmo tempo um pouco insegura de tudo, daquelas que seriam um a ótima melhor amiga. Não vou ficar aqui falando da Em, porque é minha personagem favorita.
Emma e Dexter tornam-se melhores amigos, trocam cartas e telefonemas, porém, Dex é de família abastada, Em é de família mais humilde, por isso nos primeiros anos, enquanto Dex viaja o mundo e manda cartões postais para ela, Em trabalha num restaurante de comida mexicana e responde aos postais com cartas enormes. Enquanto Dexter se torna um 'famoso' apresentador de televisão, Emma é apenas professora de escola pública, como em toda grande amizade chega o momento de um hiato, a vida dele é frenética, a vida dela é pacata, muitos amores para ele, e  apenas um antigo ex-colega de trabalho para ela chamar de namorado. 

Os anos passam, Dexter parece sossegar, Emma separa do namorado, e os dois se reencontram no casamento de uma amiga da época da faculdade que por sinal era colega de quarto dela. Ao meu ver, é o casamento de Tilly Killick uma das melhores passagens do livro. Sabe aquele momento em que você encontra todos, ou quase todos os amigos da faculdade e começa a comparar os rumos da vida de cada um? Então. E na ocasião, a vida de Dexter já estava dando um grande guinada, ele já não era mais 'o famoso' da turma, Emma tinha saído do emprego para se dedicar ao seu livro, ainda sem muita perspectiva, enquanto os outros da turma já tinham empregos estáveis e até família formada. Para piorar Dex ainda estava noivo e ela solteira, talvez ainda fosse a única solteira da turma toda (Nesse momento eu me vi meio Emma. E se acontecesse uma ocasião onde estivessem todos os meus 'amigos' da época da faculdade? Eu estaria na mesma situação que ela, a diferença é que eu nem estou escrevendo um livro. So Sad). 

Dexter se casa, e tem uma filha, mas o casamento não é feliz e ele separa. Emma enfim vira escritora reconhecida e muda-se para Paris. Em e Dex se reencontram e decidem começar uma vida juntos.  (Aê, todo mundo comemora), e entre idas e vindas passaram-se quase 20 anos. E o final de tudo é surpreendente.

Acho que já narrei o livro demais, né? É que a história é tão linda, que dá vontade de escrever pra sempre. 'Um dia'  é sobre o primeiro encontro entre duas pessoas, é sobre a amizade que nasce a partir desse encontro, sobre as idas e vindas no decorrer de suas vidas, e as voltas que essas vidas deram, conquistas e frustrações, enfim, é a história de amor de Em e Dex.


É isso, taí o trailer do filme, mas ó, o livro é sensacional.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Maria Rita, Redescobrir, um show para a eternidade


Agora que passou toda a tensão e expectativa para a tão esperada gravação do dvd Redescobrir da cantora Maria Rita, restou aquela depressão pós-show. E que show foi aquele, alguém me explica? Porque talvez eu não consiga explicar aqui.

O show começaria as 22h, começou as 22:30h, meia hora de atraso, acho até normal, a casa estava lotada fazia um calor suportável, era calor humano, pessoas esperando por ela, pela tão esperada homenagem prestada à sua mãe.
Ao meu ver, para ela nunca será fácil ser filha de quem é, muitos ainda vão falar, comparar, comentar, como vi fazerem antes dela entrar no palco. Um questionava: _Quais foram as canções escolhidas por Maria Rita? Outro comentava: _Certeza que são canções radiofônicas, acho que a maioria aqui só conhece Elis das canções que tocam no rádio. 
(Re)descobrir, talvez eles não soubessem que esse também é o intuito do show, levar Elis aos que não tiveram a honra de conhecê-la em vida. Pois bem, o show começou, e o público cantava em peso, já ao final do 1° bloco de canções os moços falantes atrás de mim souberam reconhecer a grandeza de Maria Rita e a entrega de seu público.

Mais de 2h de show com pequenas pausas para falar da mãe, dos compositores favoritos e amigos de Elis, e para manter-se bela, volta e meia vinha o maquiador, secar o suor e retocar a maquiagem da cantora entre um choro e outro.

Com a canção 'Redescobrir' o show se encerraria, que nada, a cantora saiu do palco e o público em coro cantava: "Como se fora brincadeira de roda. Memória! Jogo do trabalho, na dança das mãos. Macias! O suor dos corpos na canção da vida. História! O suor da vida, no calor de irmãos". Ficamos alguns bons minutos repetindo este trecho da canção, até que a cantora voltou ao palco.

Ela chega até o microfone e diz: _Olha, a gente vai ter que refazer 5 canções, mas cês não precisam ficar aí não, quem quiser ir embora pode ir. Hahaha.
Como se alguém fosse ter coragem de arredar o pé dali. Das cinco canções, uma foi repetida mais vezes, por sinal a canção 'Imagem' que abre o show. Em uma das pausas para conversar com os músicos o público começou a pedir por 'Atrás da porta', canção não está no roteiro do show. Eis que Maria Rita vai ao microfone e inicia a canção, todos cantaram também, claro.

Dever comprido, cumprido. Completando quase quatro horas de show, já era notória a exaustão dela, gravidíssima, guerreira, aguentar esse tempo todo calçando daqueles belos sapatos não deve ter sido fácil não, acho que ela sentiu falta da época que cantava descalça, eu teria sentido. Porém, imagino a satisfação por ter realizado um show tão lindo, tão especial. Ela veio até a frente do palco e se despediu, chamou os músicos e juntos prestaram reverência ao público e foram embora, nos deixando emocionados depois da noite maravilhosa que presenciamos. 

Certeza que Elis onde estiver, está com aquele sorriso largo no rosto, orgulhosa da cria dela. A homenagem foi prestada a turnê 'Redescobrir' continuará não sei por quanto tempo ainda, mas o show que eu presenciei,  aquele dia (11/08), será eternizado.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012


Que dia é hoje, terça? Quarta?
Tô meio perdida...
Que chegue logo sexta, que chegue o sábado.
Estava perdida no tempo, agora tenho pressa, mas...
Espero que a noite de sábado demore a passar.
Não, não tem ninguém ansiosa aqui.










*Expectativa pro show de gravação do dvd da Mirrita*

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Everybody Lies <--------> Everybody Dies


Acabou...
A única série que eu realmente acompanhei, acabou.
Sou viciada em série, acho que sempre fui, eu chegava da escola e assistia "Blosson", assisti as diversas reprises de "Um maluco no pedaço" e "Eu, a patroa, e as crianças", na adolescência descobri , "F.R.I.E.N.D.S", "Gilmore Girls" e "Supernatural", mas de todas essas eu nem vi o final, ou fui ver depois de anos do fim, menos "Supernatual" que ainda é produzida e de uns anos pra cá eu voltei a acompanhar.

Mas esse post é pra falar do cara mais ranzinza e mais genial que uma séria já mostrou, Dr. House (Hugh Laurie), Gregory House, comecei a assistir na tv aberta, foram várias reprises, às quintas-feiras eu ainda assisto, até que eu comecei a assistir online, e depois passei a baixar os episódios, a série era transmitida as segundas-feiras nos EUA e na terça já estava disponível em alguns sites por aqui.
É sensacional, house é o Sherlock Holmes das doenças, apesar do seus vício em analgésicos ele sempre foi brilhante. Gostava de todos os personagens, mas os meus favoritos eram o trio, House, Wilson (Robert Sean Leonard) e Cuddy (Lisa Edelstein), uma complexo triângulo amoroso. Wilson era o melhor amigo de House, Cuddy era sua chefe e sempre teve uma queda pelo médico.
Foram várias temporadas esperando pela relação amorosa entre House e Cuddy, até que na 7ª temporada aconteceu, o começo da relação foi lindo, o meio conturbado e o fim um pouco trágico, a personagem saiu da trama, devido a divergências entre a atriz e a produção da série, daí por diante, ao meu ver, a série foi decaindo.
Não havia mais nenhuma personagem feminina que se destacasse, a Dra.Cameron (Jennifer Morrison), havia deixado a equipe  na 6ª temporada, a Dr. Treze (Olivia Wild)  saiu logo no início da 8ª, e as novas personagens da trama não eram interessantes.
Da formação original restavam Foreman (Omar Epps), que sempre quis ser o Dr. House, mas com a saída da Dra. Cuddy, toma o seu lugar como diretor do hospital. Chase (Jesse Spencer), era galã, o pegador da história, perdi a conta de quantas pacientes se apaixonaram pelo Dr. Chase, e com quantas mulheres ele se relacionou nos 8 anos da série.
House era complexo, viciado, dormia com prostitutas, casou uma delas para conceder o "green card" à moça, por fim acabou se apaixonando por ela, mas não durou. Das relações de House a única duradoura foi com Wilson, uma relação de amizade, complicada até o último capítulo, mas verdadeira.
A série começa afirmando que todo mundo mente, fato, e terminou dizendo que todo mundo morre. Wilson foi diagnosticado com câncer. Irônico um oncologista morrer de câncer, não? Dr. House mentiu e manipulou por 8 temporadas, por fim forjou a própria morte para poder estar ao lado de seu melhor amigo nos seus últimos meses de vida, sua morte foi uma farsa, mas o motivo foi nobre. Todos sempre duvidaram da capacidade de House amar, ele era egocêntrico, mas mesmo assim, amou Cuddy e amava Wilson.
Everybody lies, everybody dies, Dr. House não morreu, apenas mentiu, a série acabou e vai deixar saudade.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Viva Elis: Vi e vivi


"Não quero lhe falar meu grande amor, das coisas que aprendi nos disco, quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo"
Pois bem, aconteceu. No último sábado (05/05) aconteceu o tão esperado show da Turnê Viva Elis em solo paulista, após a especulação de uma data (17/03 aniversário de Elis), a confirmação e o cancelamento de outra (22/04), o show aconteceu, em maio, mês do meu aniversário, não teria presente melhor =).
Sempre gostei da Elis, sempre tive curiosidade de conhecer a sua música, a sua história, antes mesmo de começar a ouvir Maria Rita, afinal se dependesse apenas do meu pai meu nome seria Elis Regina, minha mãe é que não deixou, e quis o destino que eu me encantasse pelo trabalho da única menina de Elis.
Você diz que depois dele não pareceu mais ninguém, talvez não aparecesse mais ninguém depois de Elis, mas veio Maria Rita, é outra história, a parada é genética, e o talento da moça é inegável.
A galera antiga, que viu e viveu Elis, compara, diz que MR é igual à mãe, na voz e nos gestos, no pouco do muito que conheço de Elis, discordo, é cada uma na sua. Podem existir semelhanças, mas qual é a filha que não lembra a mãe em uma coisa ou outra? Eu pareço com a minha.
Nossos ídolos ainda são os mesmos, Maria relutou em cantar o repertório da mãe, mas nós fãs de Maria ou Elis, sempre esperamos que isso um dia acontecesse, e as canções daquela época ainda são tão atuais, em 2012 fez-se 30 anos da morte de Elis, surgiu a oportunidade de homenageá-la, e não poderia ser mais linda a homenagem.
Fez frio a semana toda que antecedeu ao show, o tempo se manteve fechado, mas no sábado o céu abriu e o sol saiu pra ver Maria cantar. Eram aproximadamente 120 mil pessoas, gente jovem reunida, gente de todas as idades, e no palco a cantora com os cabelos ao vento, ventava, parecia que iria chover, mas a chuva não veio, não quis estragar a festa.
O repertório escolhido a dedo pela cantora fez um lindo passeio pela carreira de sua mãe, eu sempre vou dizer que faltou "Rebento", que das canções de Elis é a minha favorita, mas foi mágico.  Na escolha das músicas Maria mostrou que Elis era forte, engajada socialmente e acima de tudo mulher.
O Viva Elis é um show único, incrível, eu vi, vivi, ouvi esse espetáculo, Maria estava entregue às canções, saí daquele parque com a alma lavada, como música me faz bem, como essa moça me faz bem. Certeza que nunca mais na vida verei outro show com tamanha emoção,    por anos sonhei com esse dia, viver foi melhor que sonhar.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Era?



Já não sinto mais o que eu sentia em relação a sua música. O que será que foi feito daquilo?
A voz é a mesma, mas a emoção no palco já não mais. O que aconteceu com aquela cantora que me fez apaixonar?
Onde estão os textos declamados entre uma canção e outra nos shows? Talvez seja disso que eu sinta mais falta, hoje até as piadas supostamente improvisadas e os comentários são iguais.
Cadê a espontaneidade que me fez ir a dezenas de shows com a certeza de que um jamais seria igual ao outro?
No último domingo tive certeza da  minha falta de interesse, será que problema é comigo ou com ela?
Quero ver a cantora do meu primeiro show, ou aquela que me recebeu em seu camarim com o sorriso aberto e depois fez um dos melhores shows que eu já vi na vida, também pode ser aquela daquele festival da rádio de MPB que eu vi na Arena Anhembi no ano passado, foi a última vez que sua música me arrebatou, e eu quero lavar a alma de novo de música, da sua música.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Loading


Há tempos não apareço aqui, há tempos não apareço em lugar algum, meio que tirei um tempo pra mim, um período de de inutilidade, superútil.
Sem nada de muito relevante acontecendo, a não ser a atualização dos episódios das séries que eu perdi, e assistir os filmes de alguns dos meus atores e atrizes favoritos, que eu não tinha visto ou evitava ver, lendo, fazendo coisas de mulherzinha, unha, sobrancelha, cabelo
Tô recarregando, mas sinceramente, espero que algo grande aconteça em breve, as horas de inutilidade às vezes cansam.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vem cá, Luiza, me dá tua mão

Eu gosto de um monte de gente, ouço um monte de gente, quero ir a shows de um monte de gente...
Tenho uma certa política de que, se você gosta de algum artista um pouco você deve ir a um show dele antes de se declarar fã, às vezes você é surpreendido negativamente e às vezes positivamente, desse monte de gente que eu gosto sempre tive surpresas positivas, graças a Deus.
Sempre ouvi Luiza Possi, desde o primeiro disco, mas foi a partir do terceiro trabalho que ela me surpreendeu, talvez o 'Escuta' ainda seja o meu disco favorito, sei lá, nem sempre á fácil escolher o trabalho favorito de um artista.
Há anos eu ensaiava pra ir a um show da Luiza, mas sempre havia contratempos, até que semana passa houve um show num shopping aqui de Sampa, show gratuito, um pouco mais curto do que os shows que acontecem nas grandes casas de show por aí. Mas já deu pra perceber a reciprocidade da Luiza com o público assim que ela subiu ao palco, deu 'bug' e logo depois ela perguntou se a gente tava bem se estávamos ouvindo bem depois do som quase ensurdecedor do problema da aparelhagem.
Durante o show ela foi só sorriso, as pessoas a chamavam e ela fazia aquele sinal de "Depois conversamos", o show começou pontualmente as 20h e teve +ou- 1h de duração. Depois ela foi para uma livraria do shopping para dar alguns autógrafos, formou-se uma fila enorme, e ela com toda a paciência conversva com todos os fãs, super atenciosa, tirava fotos e mandava beijos.
Meus pais que foram comigo ao show estão encantados até hoje, foi uma noite incrível, é bom ver um artista atencioso, é bom saber que o artista que você gosta, sente que você gosta tanto dele e sabe que você um dia quer chegar perto dele, é bom chegar perto da pessoa que você ouve todo dia no seu carro, no seu quarto, na rua com seu mp3, e saber que ela é de verdade, é bom se surpreender positivamente.
Depois desse dia posso afirmar: sou fã da Luiza.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

De Caio para Elis




“Maninha, precisava ser agora?
Eis, quando eu soube, assim de imediato, não acreditei. Esse vício de eternidade que a gente tem. E logo você, bicho? Tão agitadinha, tão atrevidinha e cheia de vida. Fui ao banheiro lavar o rosto, molhar os pulsos e olhar bem a minha cara cansada de 33 anos. Quando saí e espiei em volta tudo continuava lá. Feito nada tivesse acontecido Lembrei duma história da mitologia grega. Contam que quando morreu Pan, o deus da música, alguns pescadores ouviram uma voz misteriosa gritar numa praia deserta: ‘O grande deus Pan morreu!” E nunca mais se ouviu falar dele. Hélice – como te chamava a Rita, acho que por causa daquela sua mania antiga de girar os braços enquanto cantava, em tempos de Arrastão – eu não sei o que estou sentindo. Depois do trabalho, saí a procurar pelas ruas do centro da cidade um sinal qualquer que confirmasse ou desmentisse tua partida. Não encontrei nada. As lojas não tocavam seus discos. Ninguém caminhava devagar. Não havia nenhuma melancolia específica no céu, além do cinza habitual. Só eu assobiava baixinho “Acender as velas já é profissão, quando não tem samba, tem desilusão”. (Vezenquando, só de sacanagem, você dizia ‘Quando não sou eu, é Nara Leão’, e dava aquela risada gostosa.) Então peguei um táxi e vim embora. Pedi para o motorista ligar o rádio, mas tocava Núbia Lafaiete. Você acharia engraçado. Pedi para ele parar antes de casa, comprei duas garrafas de vinho. Estou no meio da segunda. Pimentinha, que difícil que tá. Você tem que amar quem você ama agora, JÁ, você tem que começar a fazer tudo o que você quer porque a bruxa tá do lado esperando. Elis, eu também vou morrer nem sei quando. Antes eu queria tanto ser feliz. Embora nem saiba como é isso. Acendo uma vela branca procê ir embora numa boa. Abro as janelas e ponho bem alto você cantando ‘Primeiro Jornal’, porque é assim que quero te guardar, juntando tua voz matinal aos restos dos sons noturnos que ainda boiam na casa. Não tenho medo da morte. Tenho medo da vida. Baixinha, foi tão de repente... Mas ainda ontem, todo domingo de manhã eu ia ao cinema Castelo assistir você cantando no programa do Maurício Sobrinho, da Rádio Gaúcha. Você vinha com aqueles vestidos repolhudos cantar ‘Banho de lua’ e aquelas versões tipo Fred Jorge (Vixe, como tô ficando veio, guria!). No fim todo mundo aplaudia de pé, dançava e cantava junto. Depois, feito a Janis Joplin fez com Port Arthur, você saiu de Porto Alegre. Foi ser estrela na vida. Falavam mal, então como falavam: porque isso, porque aquilo, porque você chiava como carioca, que era metida que nem parecia ter saído dali do Partenon, que parecia que tinha Deus na barriga (descobri depois que você tinha mesmo, não na barriga, mas na voz). Nunca mais te vi ao vivo, só no finzinho do ano passado, no Anhembi. De repente você disse que queria falar com Deus. Eu me arrepiei. Parecido com quando você cantava ‘Atrás da porta’. Ou quando, naquele inverno comprido eu atravessava noites bebendo conhaque ouvindo ‘As aparências enganam’. Uma vez a Paula Dip bateu na porta enquanto você cantava e, mal abri, ela caiu no choro, porque tinha vindo contar-me coisas sobre esses enganos, essas aparências.
Maninha, precisava ser agora? Em pleno verão, o sol quase em Aquário. Sei que teu coração não aguentava mais tanta barra. Sacanagem... E juro que agora eu ouvi você rindo assim: quá-quá-rá-quá-quá. Tô sentindo um oco, Hélice. Tão ruim. O dia não conseguiu chover: eu queria agora chorar todo o choro que o dia não chorou por ti. Não consigo. Eu tenho a impressão de que poderia reconstituir, dias após dia, desde uma daquelas manhãs de domingo no Cine Castelo (que coisa mágica, eu tinha 12 anos, você 15) até estas duas da madrugada de hoje? Consigo não, Che. A gente, que é gaúcho, se entende. O tempo existe, Pimentinha, e passa, leva no arrastão as coisas e as pessoas que não morrem: ficam encantadas. Y solo resta el silencio, un ondulado silencio...
Nós te amávamos tanto, tanto. Guria. Até.


Caio Fernando Abreu"